segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Atletas tiram fotos inusitadas para lutar contra a homofobia

A equipe de remo britânica tem um jeito inovador de combater a homofobia: um calendário com imagens de seus esportistas em cenas inusitadas. O dinheiro arrecadado é destinado a entidades que combatem a homofobia.

Essa popular equipe de remo da Universidade de Warwick, de Londres, no Reino Unido, é admirada pela produção de calendários beneficentes desde 2009, os atletas da modalidade participam de ensaios artísticos solidários que lutam contra desigualdades, seja ela social, étnica, religiosa ou por opção sexual.











Fonte: Educação Física da Depressão.

M.A.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Por quê os gays sofrem tanto desrespeito?

Por Fabrício Longo, d’Os Entendidos
 
Sempre me perguntei se uma das razões da homofobia não seria a inveja. Um tipo de recalque hétero, em relação às cores fabulosas de nossa liberdade de ser e de desejar, mas principalmente do nosso sexo. Um sexo que é safado, sujo, dos becos e saunas e boates, com toda a dor e a delícia que só o profano proporciona. Um sexo maldito e underground, tão diferente do “papai-e-mamãe” institucional que chega a causar repulsa, quase na mesma proporção em que gera fascínio. É, faz sentido. Ou pelo menos fazia…
 
Durante anos, o preconceito contra homossexuais foi alimentado por uma imagem de promiscuidade e libertinagem que criou o mito do “gay predador”, que estaria sempre disposto ao sexo e à espreita para devorar criancinhas converter um hétero.  Mais que isso, atrelou essa imagem – e todo o horror dela – à identidade gay em geral, como um tipo de “marca da espécie”.
 
A homofobia sempre faz esse caminho. Ela apaga a individualidade e transforma “os gays” em uma coisa só, uma espécie de monstro – ou ditadura – onisciente, pronto para o ataque.  É um tipo particularmente cruel de exclusão, que transforma a sexualidade em identidade e dita qual delas deve ser considerada normal e qual é a desviada, fazendo com que a diferença afete a visão de mundo de todos. Às vezes, quem detém o poder nem percebe isso, mas certamente não deseja perdê-lo. E quem é excluído passa a vida como um pedinte, de mãos estendidas por uma esmola de aceitação.
 
Ora, a homossexualidade só é invejável se for aproveitada! Envelhecer com o mesmo parceiro, criando gatos numa casinha com cercas brancas é uma opção maravilhosa, pois felicidade não tem receita. Entretanto, é só mais uma opção. A beleza da diversidade é a liberdade de escolha, e adequar-se a um padrão considerado “respeitável” não significa ser superior a quem pensa diferente. Ser um “gay limpinho” é bom, mas ser “bicha destruidora” também.
 
Não é curioso que o estereótipo aceitável seja masculino-branco-educado-rico, e que a definição do que é execrado seja afeminado-negro-sem estudo-pobre? É muito fácil julgar quando se está em posição superior, mas a triste sina da bicha moralista é justamente essa: gritar por inclusão em um sistema que nunca a aceitará.
 
Teoricamente, além de uma sexualidade mais liberal, a vivência da homossexualidade deveria nos fazer pessoas mais generosas. É compreensível que o privilegiado não tenha ciência de seu privilégio, mas é absurdo que o excluído não perceba sua posição. Mais bizarro ainda é quando esse excluído não tem capacidade de empatia para com outros “desviados” e pior, reproduz a discriminação para se colocar acima de alguém. Pisa para ser menos pisado, para sair melhor em comparação. Essa é a nossa vergonha. Isso sim é um desrespeito. E de quebra, ainda mostra o quão danosa é a nossa homofobia internalizada.
 
Um indivíduo postou uma selfie de dentro do motel, em plena ação. Outro dia, um ex-ator pornô foi “flagrado” em um aplicativo, com um perfil que procurava sexo a três com o namorado. Qual foi a reação do mundinho? Espanto! Horror! “É por isso que não somos respeitados, por causa desse tipo de gay!”
Ah, gente…
 
Sexo é ótimo, todo mundo adora. Madonna à parte, se existe alguma coisa que empresta unidade aos homossexuais é o desejo sexual, já que até a afetividade não é praticada por todos. Como grupo, somos definidos por nossa sexualidade. É ela que vira um marcador cultural de identidade, concordemos com isso ou não. Moralismo simplesmente não combina com o arco-íris, é muito cinza ou bege…
 
Temos radares de caçar homem instalados em nossos celulares e compartilhamos barbaridades em grupinhos do Face ou do Whats, e no entanto nos preocupamos com a “nossa imagem” para o mundo exterior. O fantasma da exclusão é tão grande que nos convencemos de que os héteros estão preocupados com o que fazemos.
 
Como assim, gente? Não somos respeitados porque o machismo se alimenta desse desrespeito, dessa generalização da inferioridade. Essa prática de “vigiar e punir”, apontando qual comportamento seria digno ou não, só nos mantém no lugar que foi designado para nós: o inferior.
 
Nós sempre seremos considerados inferiores porque a heterossexualidade – a norma – precisa dessa validação. É necessário apontar o reprovável para que seja possível colocar-se acima disso, e essa situação não vai mudar. Transformar atitudes individuais – sejam elas consideradas certas ou erradas – em ônus ou bônus para TODOS os gays é uma ignorância. É homofobia. É gritar que “essa bicha não me representa” tentando se diferenciar, apenas para reafirmar a ideia de que somos todos a mesma coisa. É um paradoxo.
 
Se somos tão diferentes, qual seria o porquê  de nos defendermos dessa forma? Se cada um é responsável por suas ações, que diferença faz que A ou B aja desse ou daquele jeito? Não se vê heterossexuais sendo responsabilizados como um todo por, por exemplo, crimes praticados por indivíduos, certo? Já disse uma vez que “respeito não se pede e nem se conquista, é um direito universal”. Então não há razão para aplicarmos esse tipo de julgamento tão ferrenho entre nós.
 
É claro, a não ser que concordemos com nossa inferioridade. Isso sim, além de vergonhoso, é digno de pena.

sábado, 2 de agosto de 2014

Sauna gay, como tudo funciona!

“O que me leva até a sauna é o tesão imediato.” É essa a resposta direta do produtor de arte Fabio Oliveira de Santana, 25. Hoje frequentador esporádico dos espaços, ele relata que ia com mais frequência quando era mais novo. Sua iniciação na sauna foi aos 18. “No começo era um fetiche mesmo, mas depois virou o lugar onde eu sabia que poderia ir para transar”, explica.
 
Sauna gay é uma definição e significa uma mistura de spa com balada. Frequentadas por homossexuais, as saunas gays existem em praticamente todo o mundo, com variações típicas de cada lugar. Os gays as frequentam com propósitos distintos.

“Posso te dizer que é um universo à parte", explica Fábio. "Ali você encontra do menino que está se descobrindo até os caras bem mais velhos. Sem contar todos os códigos de conduta”, diz ele. As saunas em que ele já esteve têm padrão parecido: os homens guardam seus pertences em armários ou nos quartos individuais e transitam pelo espaço nus, enrolados em toalhas e calçando chinelos fornecidos no local.
 
"A SAUNA GANHA SEMPRE"
 
Com o tempo, Fábio entendeu o significado de algumas atitudes. “Quando a toalha fica mais solta, em geral significa que o homem é ativo. Quando está mais colada, quase no umbigo, que é passivo”, ensina.
 
O funcionário público Gabriel*, 42, conta que hoje em dia vai uma vez por mês à sauna, mas já chegou a ir semanalmente. “Não tenho paciência pra boate, então entre virar a noite numa balada ou numa sauna, a sauna ganha sempre”, conta ele, que vai tanto sozinho como acompanhado do marido e de amigos. “Gosto muito de ir com quem nunca foi, para apresentar como é. O povo tem muito preconceito, mas quando vai, adora”, diz.
 
O TATO É O ÚNICO SENTIDO POSSÍVEL

Gabriel detalha um pouco mais como funciona o espaço da sauna. “Geralmente tem uma sauna seca e uma a vapor, chuveiros, uma hidro, piscina, e, claro, uma parte mais fetiche, composta de quartos, corredores, telas exibindo filmes pornô e os dark room”, explica ele, se referindo às salas escuras, onde o tato é o único sentido possível.

“Pra quem gosta de ver, a sauna é o espaço ideal. Os homens seminus, ou tomando banho pelados, já criam um clima. E lá que as fantasias se realizam, você pode apenas beijar, praticar sexo oral, sexo com mais de uma pessoa, apenas olhar, você que escolhe.”

LINGUAGEM CORPORAL
 
O funcionário público explica que há algumas regras a serem obedecidas, e todas fazem parte de um código de conduta implícito. ”Não se fala muito e mesmo os mais jovens que vão em grupo acabam sendo mal vistos quando bagunçam", conta ele. "Existe uma linguagem corporal também. Uma encostada na parede ou uma mão na toalha já diz que está a fim. Uma olhada, um gesto com a cabeça, indica que quer ser seguido, e assim vai.”
 
Gabriel explica que nada é obrigatório: caso a pessoa não queria nada, basta se afastar. “Obvio que às vezes tem um sem noção que força a barra, mas é só sair de perto. Ter preservativos e lubrificantes sempre à mão também é bom”, conta ele. Os preservativos geralmente são distribuídos de graça nas saunas.

SEXO, DRINK E PAPO

Analista de sistema de 54 anos, João* conta que começou a frequentar saunas em 1979, e praticamente nada mudou de lá para cá. Para ele, são três os propósitos de ir ao local. “Primeiro o sexo, em seguida tomar um drink e em terceiro um bom papo que pode te levar a conhecer alguém interessante.”

Frequentador mensal na juventude, passou a ir às saunas semanalmente de um tempo pra cá. “Não tem aquela canseira que se tem com os aplicativos. Percebo que tem o pessoal mais maduro que está buscando uma certa camaradagem entre homens. Gosto de ir também para fazer uma boa massagem. Em alguns casos pode rolar algo com o massagista, mas em geral é só massagem terapêutica mesmo”, revela, explicando o serviço oferecido por algumas casas.

É tão instigante o ambiente da sauna gay que Rafael Farias Teixeira, 28, usou o tema para criar a web série literária “Vinicius no Mundo das Toalhas Brancas”, postada em um site voltado ao público gay. “Minha ideia era retratar a vida de um jornalista acomodado que frequenta saunas. Pra mim as saunas são uma metáfora desse comodismo”, relata o escritor dos romances "Entre Irmãos" e "Sopro", ambos publicados pela Editora Desfecho.
 
É aceitável transar com alguém que você acaba de conhecer na balada. Mas transar com alguém que você encontra na sauna, ou até mesmo ir a uma, é mal visto." (Rafael)
 
“Um dos personagens encontra o protagonista, Fernando em 'Entre Irmãos', e explica que vai para a sauna pra se polir. Ele tem uma visão de que é um lugar sujo, escuro, cheio de segredos, e ultiliza isso como penitência para quem não é merecedor de um relacionamento. Mas essa percepção da sauna pode ser diferente para cada um”, explica Rafael, dizendo que também já frequentou os espaços.
 
Rafael acredita ainda que a sauna é uma representação concreta da relação conflituosa que o gay tem com sua sexualidade. “Ao mesmo tempo em que muitos querem explorar esse lado, com experiências efêmeras e hedonísticas, os gays brasileiros, pelo menos, são rápidos para julgar outros gays que fazem as mesmas escolhas. É aceitável transar com alguém que você acaba de conhecer na balada. Mas transar com alguém que você encontra na sauna, ou até mesmo ir a uma, é mal visto”, finaliza.

*Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados


F.L

Via: igay

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Revista lança guia com 28 posições para sexo entre mulheres

Reevista feminina Cosmopolitan, conhecida como "a bíblia do sexo", mais uma vez quebra o tabu em torno do assunto e lança um guia com 28 posições para relações sexuais entre mulheres. A publicação é uma novidade nos 50 anos de história da revista. As informações são do Daily Mail.

O guia, intitulado "28 posições lésbicas alucinantes", tem ilustrações e passo a passo de cada método. As posições receberam nomes exóticos, como "mastro erótico" e "aranha sexy".

Assim como as posições tradicionais para sexo entre homem e mulher, algumas das sugestões do guia tem exige uma variedade de adereços, como brinquedos sexuais, algemas e objetos de sadomasoquismo. Algumas exigem também uma variedade de adereços, incluindo brinquedinhos, algemas e objetos de sadomasoquismo.

A Cosmopolitan tem mais de 1,6 milhões de leitores ao redor do mundo e começou como uma publicação direcionada à família nos Estados Unidos, em 1886. Na década, de 60, assumiu o formato atual e passou a levar cada vez mais conteúdo sexual às leitoras.


Segundo o colunista do Daily Mail Rowan Peeling, o guia reflete as mudanças sexuais da sociedade. “Não há dúvida de que a publicação de um guia de sexo lésbico é significativo”, pontuou.

Fonte: Site Terra.

M.A.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Documentário sobre como casais gays se conheceram, experiências e muito mais.



O documentário "Eu vos declaro..." foi criado por Alberto Pereira Junior com direção de Alberto Pereira Jr. e realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Cultura do mesmo estado, participou da 7ª Mostra de Cinema e Vídeo de Miracema, no Tocantins. Também esteve na 20ª edição do Festival Mix Brasil, no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de competir no 6º For Rainbow, em Fortaleza, no Ceará.

No vídeos vemos a declaração de vários casais homossexuais, como eles se conheceram e suas experiências de vida como inseminação artificial e casamento. Um dos depoimentos é de um casal transexual, male to female e female to male, muito interessante para o conhecimento de todos os casais existentes no meio LGBT (Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Abaixo assistam o documentário:
 
 
 
 
 
 
F.L
 
 
 
 

domingo, 27 de julho de 2014

15 dúvidas sobre o sexo lésbico

Olá galera, hoje o gerando liberdade vai cessar todas as suas dúvidas sobre o sexo lésbico! 

1. Existe penetração no sexo lésbico?
Essa é uma dúvida entre o público heterossexual, que fica pensando ‘o que será que as lésbicas fazem?’, principalmente o público masculino, onde a penetração é a grande satisfação. No sexo lésbico existe sim penetração, se o casal quiser, seja do dedo, seja de um dildo, mas ele não define a relação sexual.

2. Um casal lésbico que usa dildo e acessórios que replicam o órgão masculino na verdade não está em busca de sexo com um homem?
De novo, não, uma coisa não tem nada a ver com outra; a mulher tem uma cavidade natural e às vezes carece de uma penetração, só isso. Homossexualidade é algo afetivo e sexual, não é apenas a atração por um pênis ou um órgão, tem a ver com sentimento e desejo.

3. Durante a menstruação é possível o sexo lésbico?
Assim como em uma relação heterossexual, não existe nenhum tipo de impedimento: esta é uma escolha do casal. Algumas práticas não vão ser tão agradáveis quando a mulher estiver menstruada, como o sexo oral.
O indicado é que, caso a mulher esteja fazendo uso do absorvente interno, não se penetre, porque pode gerar um desconforto, porém as mãos ou o vibrador podem ser usados sem restrição para o estímulo clitoriano.

4. Quando a mulher não está com tesão é possível existir o sexo lésbico?
Quando não tem tesão não adianta, nem entre heterossexuais e nem entre homossexuais. Tesão é um combustível, não importa a orientação, a pessoa precisa se sentir atraída, estar a fim, para ter uma relação satisfatória.

5. Uma mulher consegue fingir orgasmo com outra?
Consegue. Tanto um homem quanto uma mulher consegue fingir, afinal  fingir orgasmo é fingir sensações, fazer barulhos, os movimento certos. A grande questão é avaliar o porquê de você estar fingindo e se quer estar nessa relação sem prazer efetivo.

6. Uma mulher tem orgasmo durante o sexo lésbico?
Sim, claro. O orgasmo pode se dar através do sexo oral, da estimulação clitoriana, pela própria penetração de objetos com o estímulo do clitóris por dentro. O ponto para a mulher atingir o orgasmo é o clitóris e vai da criatividade de cada uma para chegar nele. É importante lembrar que o corpo do clitóris fica pra dentro e é preciso estimulá-lo. A masturbação mútua também é uma boa opção para chegar lá.

7. Existe ejaculação no sexo lésbico?
A ejaculação feminina pode existir durante o sexo lésbico, mas ela é uma incógnita, a ciência não sabe dizer a razão de algumas mulheres ejacularem e outras não. A ejaculação acontece em uma minoria e independe dela ser hetero ou homossexual. Não se sabe qual a glândula é estimulada para que aconteça. Portanto não é bom transar esperarando que ela ocorra.

8. Lésbicas fazem sexo anal?
Podem fazer se quiserem, no caso com a introdução de um objeto ou do dedo. O sexo anal é apenas mais uma forma de estímulo, o ânus é uma zona erógena e pode se fazer uso dela para sentir prazer.

9. Quando uma mulher lésbica transa com um homem ela deixa de ser lésbica?
Não, existem várias categorias entre a hetero e a homossexualidade. As que transam com o mesmo interesse com homens e mulheres pode ser consideradas bissexuais. Uma experiência homo ou hetero não significa que a preferência ou orientação mudou, é apenas uma experiência.

10. Caso não exista penetração por um longo período, uma lésbica pode ter problemas quando acontecer?
Não, principalmente se for uma mulher jovem. Nesse caso, ela não está mantendo relações com penetração, mas está sob o efeito das estimulações dos hormônios, tem o ciclo da menstruação, que exercita a musculatura vaginal, então não há problema. Se a mulher já passou da menopausa, seu nível de estrogênio está reduzido, o que provoca uma certa atrofia muscular. Aí, sim, pode haver algum desconforto.

11. Mulheres lésbicas pegam DSTs e Aids?
Sim, se na hora do sexo oral a parceira tiver alguma cárie ou lesão na boca, pode ter contato com a secreção vaginal e acabar contaminada.

12. Que tipo de prevenção deve existir no sexo lésbico?
É preciso usar preservativo, feminino ou masculino. Em ambos os casos é preciso cortar a camisinha, abrir e fazer o sexo oral nele aberto.

13. A camisinha feminina serve para mulheres lésbicas?
Sim, a camisinha feminina tem a função de evitar doenças e como papel secundário, evitar a gravidez. Se a mulher for penetrada por um objeto que foi penetrado na outra, uma transmissão de DST pode acontecer. O uso do preservativo impede isso.

14. Quais os cuidados que as mulheres devem tomar com unhas e dedos?
Tudo que pode ferir o outro é contra-indicado. É preciso ter cuidados básicos de higiene, e usar instrumentos que não são contundentes. No caso do uso dos instrumentos corretos (vibradores) é preciso usar o preservativo e mantê-lo higienizado.

15. Lésbicas precisam fazer o Papanicolau?

Todas as mulheres têm que fazer, sejam heterossexuais, homossexuais ou ausentes de sexo. Se um médico não recomenda o papanicolau, está dizendo que o determinante do câncer é apenas o HPV. Isso é incorreto.

Matéria retirada da página igay.

M.A.

sábado, 26 de julho de 2014

Britânico fala sobre tratamento para cura gay a que foi submetido nos anos 70.

Método utilizado era igual ao condicionamento para educar cachorros: um choque era aplicado quando ele se interessava por imagem masculina. Quando a rejeitava, não levava choque.

Nos anos 70, o sistema público de saúde do Reino Unido (nhs - National Health Service) recorria a um tratamento de "cura gay" à base de choques elétricos. Um britânico, que tem hoje 69 anos, foi uma das vítimas desse experimento.
 
Findo o tratamento, John (nome fictício) acabou se casando com uma mulher. Hoje, porém, apesar da grande amizade que nutre pela mulher, ele se ressente de nunca ter vivido um relacionamento "de verdade". "Vou passar por esta vida sem nunca ter tido um relacionamento completo com um ser humano", afirmou. "Agora é tarde demais."
 
A terapia que prometia a cura da homossexualidade se baseava na aversão. Fotos de homens e de mulheres eram mostradas para o paciente. Quando demonstrava interesse pela imagem de um homem, ele levava um choque. Quando rejeitava as imagens masculinas, não recebia os choques. "Era um condicionamento", disse John à BBC.
 
Ele conta que ficou decepcionado porque o "tratamento" lhe deu falsas esperanças de que poderia viver um casamento heterossexual. Anos depois, afirma, percebeu que aquilo nunca funcionaria e que tudo havia sido "um fracasso". Ele disse que tem uma "amizade enorme" com sua mulher, mas que a relação nunca foi completa. "Não pode e nunca poderá ser", lamenta.
 
Secretário de assistência do Reino Unido, Norman Lamb disse que a homossexualidade "não é uma doença" e nunca deve ser tratada como tal. Lamb disse que se opõe fortemente a este tipo de tratamento e que nunca iria financiá-lo com dinheiro público.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Lésbicas, novela e o machismo evidente

Olá galera, a matéria de hoje fala sobre a rejeição dos casais gays que vivem iguais aos heterossexuais, ela foi publicada na revista fórum por Marcelo Hailer em maio deste ano. Vale a pena ler e refletir a respeito.

Sempre que o ibope de uma novela da Rede Globo não decola é de praxe que a emissora coloque nas ruas uma equipe para dialogar com a população e buscar entender o que está dando certo e o que está dando errado. Foi o que aconteceu durante a transmissão da novela “Em Família”, de autoria de Manoel Carlos. Entre as várias questões tratadas na pesquisa, destaque para a trama de Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller).

De acordo com a pesquisa descobriu-se que a maioria do público aprova a relação entre Clara e Marina, porém, não querem que as duas vivam como um casal heterossexual, ou seja, não querem vê-las acordando juntas, se beijando e trocando afeto, daí que podemos induzir um forte grau de repulsa por parte do telespectador naquilo que diz respeito a outras sexualidades possíveis, bem como um forte grau de machismo e conservadorismo. Por mais que se higienizem os corpos abjetos, a rejeição ao afeto homossexual ainda é muito forte. Tudo bem duas mulheres da classe média, brancas, magras, femininas serem amigas, daí querer viver como “heterossexuais”, não pode.

A pesquisa revela algo muito importante: superado o tabu do beijo, entra-se na fase do “viver como”, é como se as pessoas que se entendem como heterossexuais dissessem: este tipo de vida não é pra vocês. O que também denota um forte conservadorismo contraditório. Parte dos sujeitos que vive dentro da norma sexual aponta aqueles fora da norma como pessoas “imorais”, “promíscuas” e por aí abaixo, mas, quando uma telenovela resolve tratar de um casal lésbico que vive no padrão heteronormativo, causa rejeição. Porém, esta rejeição tem endereço e gênero.

Em 1998 a novela “Torre de Babel”, de Silvio de Abreu, passou por um drama parecido, mas com desfecho trágico. O casal formado por Silvia Pfeifer e Christiane Torloni, que vivia um cotidiano dentro da norma sexual gerou forte reação negativa e o autor não teve dúvida: na explosão do shopping eliminou as duas. De lá pra cá se passaram 16 anos e sabemos que Clara e Marina tiveram um desfecho diferente.

Agora chama a atenção que casais homossexuais masculinos não causem tal rejeição, isso se tratando de casais que vivem juntos e tomam café da manhã. Lembremos de “Paraíso Tropical”, de Gilberto Braga, com o casal Rodrigo e Tiago que, mesmo masculinizados levavam um cotidiano normativo com direito a troca de carinhos e discussão na cama. E mais recentemente Felix e Niko, não moravam juntos, mas as cenas entre os dois eram pra lá de íntimas e afetivas. E conquistaram todo o público.


O que Marina e Clara deixam claro é que, nem na novela o destino da mulher pode ser autônomo e muito menos fora do esquadro da família margarina. E o público só passou a apoiar Clara porque o seu marido está em um flerte com a médica que fez o transplante de seu coração. Ou seja, agora que ele encontrou outra mulher, Clara pode se jogar no romance com Marina. Não há exemplo mais objetivo do que este para entender do que se trata a estrutura heteronormativa. Homens vivendo juntos pode, mulheres não. Aqui o machismo não é latente, é evidente. Homens vivendo juntos pode, mulheres não.

M.A.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pornografia, tem seus pontos positivos?

Ei, você! É isso mesmo que leu, estamos levantando esta questão: Pornografia, tem seus pontos positivos? A resposta é SIMMMMMMM, e separamos algumas coisinhas que podem, como podemos dizer, melhorar para aquelas pessoas que não vivem sem um filminho '+18'. Confere aí:

1- Estimula a tolerância:


Apesar da crença muitas pessoas que a pornografia estimula a intolerância por parte de homens heterossexuais com relação aos gays, uma pesquisa revelou que a pornografia torna os homens mais tolerantes com respeito à homossexualidade e outros estilos de vida. Os pesquisadores especulam que isso ocorre porque, ao sermos expostos à pornografia, também somos apresentados a ideias, atividades e inclusive adereços sexuais que jamais passariam por nossas cabeças.

2- Pode ajudar a deixar as pessoas felizes:


Embora a maior parte do conteúdo pornográfico não retrate a realidade dos casais, assistir a trechos de filmes eróticos pode ajudar tanto homens quanto mulheres a entrarem mais rápido no clima. De acordo com alguns estudos esse tipo de material pode levar os casais a atingirem o pico de excitação em poucos minutos, tornando as preliminares mais eficientes e reduzindo o tempo que elas precisam ser praticadas.
Além disso, assistir a esses filminhos juntos pode fortalecer as conexões emocionais que existem entre os casais e, isso, por sua vez, pode levar a uma melhor conexão física também. Assim, a pornografia pode ser benéfica tanto para a mente como para o corpo, já que ela ajuda a unificar esses dois aspectos nas vidas de homens e mulheres.

3- Pode ser de utilidade pública:



Para quem acredita que a pornografia estimula a prática do sexo e,como consequência disso, seria uma das responsáveis pelo aumento de doenças sexualmente transmissíveis e de gestações indesejadas, as estatísticas provam o contrário. De acordo com diversos centros de controles de doenças dos EUA, desde 1990, o número de abortos caiu em 41%, os casos de gonorreia caíram 57% e os de sífilis 74% durante esse período. Esse período coincide com a época em que a internet começou a se popularizar e o acesso em massa à pornografia aumentou drasticamente. Segundo os centros de controle a explicação seria que, com o aumento da masturbação, a pornografia provocou uma redução no número de indivíduos que buscavam no sexo com outras pessoas uma forma primária de satisfação

4- É educativo:



Não são todos que tem a felicidade de viver em um país com liberdade que permita que as pessoas possam falar sobre sexo abertamente. Assim, a pornografia pode beneficiar aqueles que só aprendem através de conversas com os pais ou por meio de livros de anatomia. Em um estudo realizado na Dinamarca com 600 pessoas de ambos os sexos entre as idades de 18 e 30 anos, a maioria dos participantes entrevistados revelaram que a pornografia os havia ajudado em vários aspectos, desde aumentar seus repertórios sexuais e até mesmo melhorar suas atitudes com respeito a pessoas do sexo oposto.

5- Ajuda na repressão:



Alguns países enfrentam um verdadeiro paradoxo: de um lado a população é exposta constantemente à sexualidade — através de revistas, filmes, televisão etc. —, e pelo outro lado algumas tradições culturais e religiosas condenam a pornografia como sendo prejudicial e vergonhosa para a conduta da pessoa. Desta forma, quem curte esse tipo de conteúdo são taxados como pessoas decadentes e solitárias. Porém, um estudo revelou que, talvez, esse estereótipo esteja errado. Depois de avaliar 300 estudantes, um pesquisador da Universidade de Utah, nos EUA, concluiu que os alunos que se esforçavam para reprimir a pornografia, eram os que mais tinham desejo de ter contato com ela, sem falar que eram os que apresentavam mais problemas com suas próprias sexualidades. Além disso, a pesquisa mostrou que a pornografia é inofensiva e que existem aspectos positivos relacionados com ela, pois as pessoas que apreciam esse material não ficam na neura de ter contato com temas pornográficos, além de terem vidas sexuais mais saudáveis e menos reprimidas.
 

 

Via: fatoscuriosos

F.L
 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Primeiro abraço entre homofóficos e homossexuais

Olá galerinha, vocês já pararam pra pensar o que aconteceria se um homossexual e um homofóbico fossem colocados numa mesma sala? O vídeo abaixo mostra os diálogos e o primeiro abraço entre eles, apesar das legendas estarem em espanhol é de fácil compreensão, confiram! 


M.A.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Campanha pede para que gays deem as mãos nas ruas.


Uma campanha está fazendo bastante sucesso nos Estados Unidos, intitulada "Safe in My Hand" ou "Seguro em minha mão" a campanha mostra que os gays por não poderem andar de mãos dadas em público se sentem diferente dos outros casais heterossexuais e cada vez mais vulneráveis. Levando muitos jovens gays à depressão, a campanha pede para que esse medo acabe, e para acabar com esse sentimento de vulnerabilidade basta dar as mãos.
A campanha foi criada pela AllState Insurance uma empresa de seguradora de carros e imóveis para celebrar Junho, o mês do Orgulho LGBT, criando até um vídeo de animação com uma música do cantor abertamente gay Eli Lieb. A canção recebe o mesmo nome da campanha e já está disponível no Itunes Store.
Para se juntar a campanha da Allstate, marque sua foto com a hashtag #OutHoldingHands no Twitter ou Instagram e aparecerá no site oficial da empresa. Abaixo assistam o vídeo da campanha:





Via: aligagay

F.L

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aluno recebe voadora de homofóbico e fica desacordado

Um aluno de 18 anos foi vítima de violência homofóbica na Escola Estadual Carmela Dutra, em Rondônia, e ficou desacordado no corredor do colégio na última quarta-feira (2). De acordo com o jornal Rondoniaovivo desta quarta-feira (9) o caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho Bullying na escola.

Bruno C. S. alega que sofria bullying homofóbico desde o início do ano e teve vários problemas referentes ao uso do banheiro. Como era constantemente ofendido pelos meninos, passou a usar o banheiro feminino, mas também passou a ser alvo das meninas. A escola o orientou a usar um terceiro banheiro, que teria motivado novas chacotas.

No dia 2 de julho, ele caminhava pelo corredor da escola, quando foi surpreendido com uma voadora de outro aluno em seu peitoral. Bruno ficou desacordado e precisou ser socorrido por uma viatura do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Segundo o jornal, não foi realizada nenhuma ação da escola para reprimir o agressor.

“Só após nossa entidade ficar ciente do que havia acontecido que houve o registro de lesão corporal. Por esse motivo também entramos com uma queixa na polícia contra a omissão da escola em relação ao caso gravíssimo”, disse Niedna Gontígio, presidente do GGR (Grupo Gay de Rondônia). A Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia solicitou explicações sobre as medidas tomadas.


A escola não quis se manifestar sobre o caso.

Fonte: PopGay

M.A.

domingo, 20 de julho de 2014

Professor despedido por ser gay se surpreende com pedido de desculpas, após 42 anos

Quarenta e dois anos depois de ter sido despedido, Jim Gaylord recebeu um pedido de desculpas da escola onde trabalhava.



A história remonta a 1972. Um aluno denunciou Jim Gaylord ao vice-reitor do Liceu Wilson por suspeitar que o professor era homossexual. Quando confrontado pelo vice-reitor, a poucos dias do feriado de Ação de Graças, Gaylord estava convicto de que a sua orientação sexual não iria afetar a sua carreira e confirmou que era gay. O professor estava enganado e acabou por ser despedido na véspera de Natal.
 
Gaylord decidiu processar a escola mas o caso prolongou-se por alguns anos e, em 1977, o Supremo Tribunal declarou o despedimento legítimo. Na altura, e segundo os documentos do tribunal, a homossexualidade era considerada “imoral” e “causa suficiente para o despedimento”.
 
“Se Gaylord não tivesse sido despedido depois de se ter descoberto que era homossexual, teria havido confusão e preocupação dos pais e pressão na administração por estudantes, pais e outros professores”, referiu o tribunal na sua decisão. Mas este ano, 42 anos depois, a história do antigo professor voltou a ser lembrada.
 
Em Washington, durante 30 anos, ativistas tentaram passar uma lei anti-discriminatória para proteger os professores, movidos pela experiência de Gaylord. A lei acabou por ser declarada no estado norte-americano em 2006. Seth Kirby, diretor do Centro de Jovens Oasis, em Tacoma, conhecia a história de Gaylord e decidiu que devia fazer alguma coisa por ele. Kirby contatou o atual presidente da escola onde tudo aconteceu, Kurt Miller.
 
“O Seth veio falar comigo e disse-me que seria ótimo se lhe pudéssemos enviar um pedido de desculpas. Contatei outros colegas da direção da escola e todos apoiaram a ideia”, afirmou Miller à ABC News. Segundo o presidente da escola, os registos mostram que Gaylord era um excelente professor e que não havia razões para o despedir. “Queremos devolver-lhe a dignidade. Quarenta e dois anos depois, a única coisa que podemos fazer é pedir desculpa”, declarou Miller.
 
De acordo com Seth Kirby, ao receber o pedido de desculpas, Gaylord sentiu-se bem pela história ter acabado com um final bonito. Depois de ter sido despedido, o antigo professor trabalhou como bibliotecário. Atualmente, está reformado e vive na mesma casa que tinha em 1972.

sábado, 19 de julho de 2014

Campeão olímpico revela que é gay


Após anos de especulação e muitos rumores sobre sua sexualidade, o ex-nadador australiano Ian Thorpe finalmente admitiu que é gay.

A revelação do ex-recordista mundial, dono de oito medalhas olímpicas – cinco de ouro – e 11 vezes campeão do mundo foi feita ao jornalista Michael Parkinson em uma entrevista que irá ao ar neste domingo pela manhã, no canal 10 da Austrália.

Thorpe revelou ter entrado em depressão justamente pelo fato de esconder sua opção sexual por tanto tempo. Segundo o Daily Telegraph, Ian teria negado sua homossexualidade durante muitos anos pela pressão de ser um jovem modelo de seu país, mas que agora se sentia pronto para admitir.

Ainda de acordo com a reportagem, as aventuras do ex-nadador com mulheres no passado era uma forma de proteger sua imagem. Na sua biografia lançada em 2012, Thorpe confrontou as especulações e negou os rumores de que era homossexual.

“Para registro, eu não sou gay e minha experiência sexual é sempre foram normais. Me sinto atraído por mulheres, amo crianças e sonho em construir uma família um dia. Eu sei o que é crescer e ser questionado sobre minha sexualidade. Já fui acusado de ser gay antes e sei o que é isso”, afirmou à época.

Fonte: pop gay.

M.A.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Como ser um ativo melhor, segundo um passivo.


Dois homens que tentam dar prazer um ao outro na mesma medida estão no rumo para prazer aos montes e, quando você se dá conta, o suor está escorrendo pelo rosto dos dois e nós estamos partindo para o terceiro round de uma noite já extensa.

Você pode pensar que é muito bom de cama, mas a imensa maioria de vocês ativos precisam desesperadamente de algumas dicas. Os passivos também merecem prazer! Por mais que eles gostem, de ser penetrados, também merecem mais que aquela 'dorzinha'. Aí vai algumas dicas:

Você também precisa se lavar

Não é porque você provavelmente não vai ser penetrado que você não precisa fazer uma manutenção básica. Se você tem qualquer quantidade de pelos pubianos, é melhor que você tome uma ducha e se esfregue bem antes que qualquer boca ou bunda chegue perto da sua virilha. Acredite, é melhor cheirar a sabonete de motel que a suor azedo. Use água e sabão em tudo.

Preste atenção

Mesmo antes de começar as preliminares, ative seus sentidos. Perceba como o temperamento dele está nesse momento em particular. Você não deve nem ser agressivo demais no começo, nem delicado demais. Inicie as carícias e os toques sem forçar a barra. Se você fizer com que ele se sinta desconfortável logo de cara, você estará estabelecendo uma fundação ruim para como será a transa.

Aprecie o corpo dele

Um passivo quer ter certeza que você respeita e aprecia o corpo dele. Tudo cai para o nosso lado, você sabe. A gente pode ficar meio inseguro se aquela gordurinha começa a balançar, ou pega nos nossos pneus, ou nos enforca tentando esconder nossa papada. A gente se fecha imediatamente assim que parecer que você está achando algo insatisfatório ou feio. Para que a experiência seja a melhor para nós dois, é melhor que você acredite que eu sou o cara mais tesudo que já montou em cima de você. Senão a noite vai ser bem constrangedora.

Investigue as zonas erógenas

Eu acredito desde sempre que a língua tem poderes mágicos quando usada junto da respiração. Exale normalmente (não faça como se estivesse tentado embaçar uma janela) sobre a pele dele. Comece pelo pescoço e vá descendo para os mamilos e a barriga, sem esquecer das costelas. Preste atenção em que áreas deixam ele mais arrepiado, e assim você vai ter uma boa noção do que ele gosta. Daí você pode começar a utilizar os dedos. Mas tenha cuidado – as unhas machucam.

Não pegue pesado logo de cara

Acelerar de zero a 100 em poucos segundos nunca é uma boa ideia. Pare para pensar antes de enfiar seu pau dentro dele. Dê a ele tempo para que ele se ajuste a você. A melhor a fazer é deixá-lo controlar a situação nesse momento. Permita que ele encontre o caminho mais confortável para ele. Nós todos temos formatos diferentes, afinal de contas. É bem provável que ele não vai gostar do que o seu ex-namorado gostava. Começar devagarinho e sensualmente sempre é uma boa aposta. Desse estágio, vá acelerando aos poucos até a linha de chegada.

Saiba como ele se sente

O melhor ativo é aquele que esteve nessa situação antes e entende como ele está se sentindo. A empatia cria uma experiência muito melhor, especialmente se você é bem dotado. Estar seguro de que seu ativo está levando as suas sensações em consideração permite que um passivo se entregue completamente. Então, na real, esta é uma situação em que os dois acabam ganhando. Não seja egoísta.

Sensualidade é a palavra chave

Você não precisa estar apaixonado para ser sensual, mas que ajuda, ajuda. Fazer uma conexão sentimental é crucial antes da penetração porque, além de abrir uma via de confiança, ela coloca os dois no mesmo ritmo. Seus corpos tornam-se música, movimentando-se no mais no andamento e na cadência um do outro quanto mais sensuais vocês se tornam. Não subestime isso, mesmo que seja uma transa e nada mais.

Deixe de lado a britadeira

Caso você ainda não tenha percebido, o sexo anal pode doer pra caralho. A não ser que o passivo esteja completamente a fim disso, pare de socar nele como um animal e, mais importante de tudo, nunca retire o pau completamente e o enfie de volta rapidamente. Pode parecer muito bom nos filmes pornôs, mas na vida real isso dói pra cacete. É claro que isso tudo depende da tolerância a dor do passivo, mas é melhor ver aonde isso tudo leva aos poucos.

Tome controle e mude de posição

O feijão-com-arroz pode ser legal às vezes, mas isso não pode ser tudo. Eu não estou falando de bondage ou couro, mas simplesmente variar as posições. Mesmo o mais agressivo dos passivos gosta de ser controlado por um ativo que sabe o que está fazendo. Não deixe que isso se torne algo ensaiado ou planejado, apenas permita que haja uma progressão natural de uma posição para a outra. Seja o orientador e eu serei seu aluno.

Faça questão de que ele goze

Não seja aquele cara que vira pro lado e dorme. O passivo já ganhou mais pontos simplesmente por se dispor a ser penetrado, então o mínimo que você pode fazer é garantir que ele goze também. Não se espreguice e vá dormir mesmo que ele jure que está “tudo bem” e que “não tem problema, ele gosta de apenas dar prazer para você”. Acredite, ele está mentindo. Nós todos queremos gozar. Não seja um cuzão.


Via: popgay.


F.L

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Namoro à distância dá certo?

Olá galera, hoje o Gerando Liberdade trouxe um texto bem interessante sobre namoro a distância tirado do site "sapatômica" escrito por Paty Passos.

Sejamos francos, nem todo mundo está preparado psicologicamente para esse tipo de relacionamento e isso depende de N fatores, sendo um deles que às vezes você simplesmente não está nessa vibe. Ou realmente esse não é o tipo de relação a qual você conseguiria se sujeitar.

Mas se por um acaso você está nessa vibe e é o tipo de relacionamento ao qual você está afim de se sujeitar a ter, saiba que SIM, pode sim dar certo um namoro à distância. E nesse brejo da vida é difícil encontrar uma sapa que nunca tenha se aventurado nisso.

No entanto, tu necessita entrar neste relacionamento tendo plena consciência de que ele não é e nem será igual ao que você teve com aquela guria que morava na rua de cima da sua casa.

Por favor, sejamos realistas: você vai ficar carente, você vai sentir aquela necessidade louca de receber um abraço, um beijo ou até mesmo um aperto de mão. Vai ter aqueles dias que tu vai estar subindo pelas paredes com vontade de transar e vai ter aquelas noites que tudo que você precisa é do colo dela pra deitar e ficar quietinha. E ai é que está o ponto chave, você precisa que tudo isso venha DELA, de ninguém mais, apenas DELA.

E eis que você está longe, você vai querer sentir aquela presença mesmo que vocês estejam à 2255km de distância, e na vida tudo é baseado num sistema de trocas, se tu quer receber é necessário dar.

Não se controle, deixe seu lado mais gay (mais ainda) aflorar, capriche nas mensagens de bom dia e boa noite pra mostrar que é ela o seu primeiro e ultimo pensamento do dia, se for sair “leve” ela com você, tire foto e faça com que a guria se sinta parte do seu dia, hoje em dia existe SMS, whatsapp, skype, viber, entre outros milhões de aplicativos que servem para vocês se aproximarem.
E para manter um relacionamento a quilômetros de distância vale de tudo. Desde levar ela com você pra festa, seja de família ou amigos, até esquentar a relação com fotos, vídeos ou o que seja. O que importa é conquistar ela todo dia mostrando o porque ela se apaixonou por ti e que é ela que tu quer independente de qualquer coisa.

Se você tiver empenho, imaginação e reciprocidade pode apostar que você vai tirar de letra o período que vocês precisarem ficar longe uma da outra.

Não tem essa que distancia acaba com namoro porque isso é papo furado, acaba com o namoro pessoas que a vêem como um obstáculo e não fazem nada para passar por cima dele. Mas se duas gurias querem ficar juntas, não vai ter longitude que faça com que não fiquem.

Vai ter momentos ruins? Pode apostar que sim, em qualquer relação onde duas pessoas diferentes decidem se envolver é obvio que uma hora ou outra vai ter algum motivo pra discussão e briga. E daí, pelo fato de estarem longe, por mais que seja normal brigar às vezes, é preciso que vocês tentem nunca ir dormir brigadas e não deixar algo bobo tomar proporções gigantescas, pois não vai ter como você dar aquele puxão para o abraço e depois um bom sexo de reconciliação. Ou seja, vocês vão brigar, mas não aperte o acelerador, pelo contrario, nessa hora puxe o freio de mão e dê uma segurada nas emoções para não causar um desastre.

E se você já no primeiro mês olha outra guria com olhos de desejo ou passa pela sua cabeça trair, faça um favor para si mesma e termine. Se não por você, faça pela pessoa que está do outro lado do mundo te amando e sendo fiel à você e dando de tudo para o relacionamento sobreviver apesar da distância. Pô, se tu pediu ou aceitou namorar a guria com todas as dificuldades que poderiam ter, por que raios você está querendo trair? Se bateu vontade de trair, termina. Tenha dignidade porque ninguém merece estar em outra cidade, estado ou país, se dedicando à alguém que não dá o devido valor.

Ou seja, depois de dito tudo isso, podemos por um ponto final nessa interrogação que paira na cabeça de muitas.


Afinal, quem faz o relacionamento é o casal, e se elas querem ficar juntas, não importam as circunstancias, provavelmente vão fazer o que tiver ao alcance delas para dar certo.

M.A.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Festival gay de cinema 2014

Entre os dias 3 e 13 de julho de 2014 na Caixa Cultural e outros cinema no Rio de Janeiro aconteceu o Rio festival gay de Cinema.(RioFGC)

O RioFGC foi construído com muito orgulho a partir do termo GAY, o mais plural para englobar todos que se identificam com um estilo de vida moderno, que incorpora o espírito criativo da cultura jovem. Gay aqui não é somente sexualidade. É libertação, inovação e experimentação em cinema.

O festival fornece uma conexão para as pessoas que compartilham nossa paixão pelo cinema. Estamos focados em apoiar artistas e produtores de filmes, proporcionando um meio para os diretores criativos se unirem e, coletivamente, se expressarem.

A programação incluiu competição internacional de filmes em longa e curta metragens, seminário "Sexualidade, Gênero e Performance", debate com realizadores e os programas especiais de filmes: Diversidade em Animação, Cervantes, Esportes, Cineclube RioFGC, Dança em Foco, Filmografia JC Calciano e Mostra Circuito.

O carro-chefe da programação é a Competição Internacional de Longas-Metragens, recebeu 14 filmes inéditos – entre eles o documentário OUT in the Line UP (2014), que abre o festival com apresentação do produtor francês Thomas Castets, também fundador do grupo Gay Surfers. Já a Competição Internacional de Curtas-Metragens contou com 57 filmes.


Os demais títulos se dividiram entre a Mostra Circuito (três longas), o Especial Cervantes (quatro longas e um média), o Especial Esportes (dois longas), o Especial Diversidade em Animação (dez curtas), o Especial Dança em Foco (dez curtas) e a Filmografia JC Calciano, com três longas – incluindo um inédito, The 10 Year Plan (2014) – do realizador norte-americano. Have ainda a participação da cantora argentina Susy Shock, que apresentou o show Poemario Trans Pirado após a exibição do filme do qual faz parte, o média-metragem Andrea (2013).

Confia a vinheta oficial do evento.

Via: Sapatômica e http://www.riofgc.com/

M.A.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Estudo afirma que homofóbicos podem ser gays "enrustidos"

Olá galera, hoje o Gerando Liberdade trouxe um trecho de um documentário que confirma o que muitos de nós já suspeitávamos: a maioria dos homofóbicos são gays que não se aceitam ou escondem de si mesmos sua sexualidade.
A pesquisa foi realizada em 1996 por psicólogos da Universidade de Georgia, que selecionaram 64 rapazes universitários heterossexuais, divididos em homofóbicos e não-homofóbicos. Confira no vídeo como foi a experiencia e os seus resultados.


M.A.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Por que da homossexualidade? E por quê ela está cada vez mais aumentando?


Já parou para pensar o que é a homossexualidade, sua definição, o por que de existir? Encontramos esse texto que fala um ponto de vista sobre o assunto. E mais, qual a razão da homossexualidade ter aumentado tanto nos últimos tempos. Acompanhe:

A homossexualidade faz parte da natureza e existe em todos os reinos. É uma manifestação natural e saudável da sexualidade humana, definida, na maioria das vezes, antes do nascimento, quando o espírito irá reencarnar. Contudo, pode também se manifestar na fase adolescente ou adulta de qualquer indivíduo, sem que isso seja um mal ou desvio, mas apenas mais uma forma da sexualidade ser exercida.

A homossexualidade, em si mesma, não tem causa específica. Ela existe porque faz parte da natureza. Deus não criou apenas o macho e a fêmea heterossexuais, criou também o homossexual, o bissexual, o assexuado, o hermafrodita, etc. Tudo é natural e nada está errado.

Os espíritos não se importam com o sexo que vão reencarnar, para eles o que importa são as experiências que, se bem aproveitadas, levarão ao progresso.

Por isso, reencarnar como homem, mulher, homossexual, etc, é uma escolha do espírito que se baseia no passado, nas experiências que viveu e, principalmente, no que precisarão viver para dar mais um passo na escala evolutiva.

Por muito tempo acreditou-se que os homossexuais masculinos eram espíritos de mulheres reencarnadas em expiação, e as lésbicas espíritos de homens reencarnados para resgatar o passado.

O tempo passou, nós evoluímos, e os espíritos então puderam falar no assunto de outra maneira.

Os estudiosos descobriram que essa ideia de estar numa sexualidade invertida, em conflito com o corpo, não é tão verdadeira assim, cabendo apenas aos casos de transexuais.

Os homossexuais masculinos quase sempre nunca foram mulheres na vida passada. Em espírito precisaram desenvolver a feminilidade e a sexualidade feminina para aqui reencarnarem e enfrentarem a si mesmos.

Como assim? O que uma experiência como homossexual, geralmente sofrida, pode trazer de bom? Muitos espíritos sempre viveram fugindo de si mesmos, na vaidade, escondendo suas verdadeiras personalidades, criando máscaras.

Então numa encarnação como homossexual serão obrigados a se aceitarem como são, vencendo os próprios preconceitos, tendo a coragem de serem quem são. Se aproveitarem a experiência, não caindo na promiscuidade, sairão vitoriosos.

Os homossexuais atuais e que vão aumentar a cada dia, não terão mais características psicológicas femininas. Serão homens másculos gostando de homens.

Por informação espiritual ficamos sabendo que esses homossexuais que agora estão renascendo são os antigos homossexuais da Grécia e Roma Antigas, lutadores, másculos, que chefiavam exércitos, mas eram gays.

Eles estão renascendo em massa agora com um objetivo: conter a explosão demográfica, pois a Terra necessita urgentemente diminuir sua população. Então a homossexualidade fará muito bem ao nosso planeta.

Por: O Fim da Escuridão


F.L

domingo, 13 de julho de 2014

Condenados os skinheads que tentaram matar 4 pessoas em ato contra homofobia

Com penas que variam entre 16 e 21 anos de prisão, três réus foram presos logo após a sentença no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo

Terminou na noite da última quinta-feira (03),  no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, o julgamento de três pessoas, apontadas como skinheads, por tentativa de homicídio de quatro manifestantes que participavam de um evento em repúdio à homofobia e ao racismo, no centro da cidade, em 26 de fevereiro de 2011. Todos foram condenados, com penas que variam entre 16 e 21 anos, em júri popular, numa decisão que ainda cabe recurso.
O ataque ocorreu durante as Jornadas Antifascistas, organizadas desde 2000 pelo Movimento Anarcopunk, em homenagem ao adestrador de cães Edson Neris da Silva, homossexual que foi espancado até a morte na Praça da República.

O promotor Fernando César Bolque destacou que a acusação se focou nas provas existentes no processo, a exemplo do que narraram as testemunhas, as vítimas e, sobretudo, o que pode ser observado nas imagens feitas pela câmera de um terminal de ônibus próximo ao local onde foi registrada a agressão.

“As imagens são bastante claras e não tem como os acusados negarem que estavam em posse desses objetos que trazem menção a símbolos nazistas”, argumentou Bolque. O processo aponta, entre os itens apreendidos, espingarda, facão, canivetes e soco inglês.

Os acusados são Jorge Gabriel Gonzales, 23, Milton Gonçalves do Nascimento Júnior, 23, e Rogério Moreira, 26. Eles foram presos no local. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido  na época e cumpriu medida socioeducativa na Fundação Casa. Um quarto réu morreu antes de ser julgado. 
Além dos réus e das quatro vítimas, foram ouvidas testemunhas.  O juiz Fernando Oliveira Camargo presidiu o juri, que foi composto por seis homens e uma mulher. Os condenados, que aguardavam o julgamento em liberdade, saíram do tribunal já presos.
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, Jorge teve condenação de16 anos e sete meses de prisão  por duas tentativas de homicídio e lesão corporal leve. Milton pegou 18 anos e sete meses por duas tentativas de homicídio, por duas lesões corporais (grave e leve). Já Rogério recebeu pena de 21 anos e cinco meses por duas tentativas de homicídio e duas lesões corporais (grave e leve).

De acordo com a organização não governamental Casarão Brasil, que atua em defesa dos direitos da população LGBT e acompanha o caso, uma das vítimas foi atacada a quase 500 metros do local do evento. Segundo a entidade, eles atacavam as vítimas dizendo “menos um macaco”. Eles destacam que um rapaz foi ferido de forma profunda no braço, outro foi esfaqueado no abdômen e um terceiro foi esfaqueado na cabeça. “Eles gritavam: vamos arrancar a perna dele [em referência à prótese usada pela vítima] então fui atingido com um taco na cabeça e desmaiei”, disse uma das vítimas em uma nota da organização.

Na entrada do fórum, representantes do movimento Anarcopunk colocaram faixas pedindo respeito à diversidade. “Existem ações que são crimes de ódio que são passadas como crimes de gangues ou rixas de rua, mas que, na verdade, são grupos organizados. Eles treinam artes marciais para isso, usam armas brancas para esse tipo de ação para machucar e até matar pessoas nas ruas e pessoas específicas: mulheres, homossexuais, travestis, pessoas em situação de rua, além de punks, anarquistas”, declarou um jovem, que não quis se identificar. O grupo Anarcopunk está à frente das jornadas anti-facistas.


O promotor explicou que não foi incluída na denúncia o crime referente à discriminação racial. Ele destaca, no entanto, que há o registro de uma motivação fútil decorrente dessa situação, tendo em vista que eles estavam em uma reunião de um movimento contra o fascismo e por força disso acabaram se tornando vítimas. “É óbvio que há essa motivação, acredito que o júri se sinta mais sensibilizado por conta disso, dessa intolerância racial. O Brasil é um país multicultural, miscigenado e, acredito, não admite esse tipo de comportamento”, declarou.

Fonte: Igay.

M.A.

sábado, 12 de julho de 2014

Conto de fadas gay é lançado por professor universitário


No reino mágico de Evergreen, a princesa Elena é sequestrada por uma bruxa. Em resposta, seu pai, o Rei Rufus, lança o desafio: quem salvar a beldade terá o direito de se casar com ela. Os jovens Gallant e Earnest resolvem, então, encarar a missão. E aí termina o caráter convencional da trama. Durante a busca, os dois homens se apaixonam e, no fim, acabam se casando com pompa na igreja.

O conto de fadas contemporâneo é narrado no livro infantil “The princes and the treasure” (“Os príncipes e o tesouro”, em tradução literal), de Jeffrey A.Miles. Professor da Escola de Negócios da Universidade do Pacífico, na Califórnia (Estados Unidos), ele teve a ideia há cerca de dois anos, enquanto assistia a uma apresentação com um príncipe e uma princesa num parque de diversões.

- Ao ver os atores cantando e dançando, me perguntei: por que não existe príncipe gay e princesa lésbica? Por que o príncipe não pode se casar com outro belo príncipe? E por que não há uma donzela em apuros sendo resgatada por uma linda princesa? – relembra o professor, que é gay e era um ávido leitor de contos de fadas quando garoto. – Ao voltar para casa, resolvi criar a minha própria história.

Não tem beijo no final!

Totalmente ilustrado, o livro não tem o tradicional beijo no final. Mas os protagonistas ganham matrimônio celebrado por um vigário numa igreja medieval. O final é feliz. Apesar do ineditismo, o autor diz que o retorno tem sido positivo.

Segundo Jeffrey, casais heterossexuais contaram que a história os ajudou a conversar com os filhos sobre homossexualidade. Já pais gays afirmaram que a obra serviu de apoio para falar com as crianças a respeito de seus próprios companheiros.

- O livro possibilita uma ótima maneira de abordar o assunto. Escrevi a história para ser romântica, e não sexual. Os pais dizem que a narrativa é ideal para as crianças, e o livro está entre os favoritos de várias delas – comemora o autor.

Apesar da aceitação, o trabalho não ficou livre de críticas. Entidades cristãs radicais internet afora acusam o livro de promover “propaganda homossexual”.

Para Jeffrey, sua publicação avança no combate ao preconceito. Ele lembra o caso de um pai que disse ler o livro para seus filhos em meio aos outros contos de fadas, sem distinção.

- Se todo pai fizesse o mesmo, esta geração de crianças seria mais bem educada sobre a diversidade. A homofobia poderia ser extinta – cogita. – As crianças veem que o amor pode acontecer entre duas pessoas, independentemente do gênero. Estou espantado sobre como é fácil para elas compreender isso, ao passo que, para alguns adultos, ainda é tão difícil.

Lançado no primeiro semestre deste ano, o livro está à venda em 137 países. Uma continuação da história já está sendo escrita pelo autor e deve ser publicada em meados do ano que vem. Jeffery também trabalha na tradução da obra para outras línguas, inclusive para o português. No Brasil, por ora, é possível comprar as versões impressa e digital, em inglês, pela internet.







F.L

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Mulheres se casam em festa tradicional


Duas noivas, dois buquês, seus pais e um casamento para entrar para a história. No dia 10 de maio, as empresárias Bruna Witwytzky, de 24 anos, e Nadja Toumani, agora Witwytzky, de 29, disseram sim uma à outra numa cerimônia tradicional, para 300 convidados, em Campo Grande.

O Lado B é um canal declaradamente apaixonado por casamento e suas histórias de amor e quando se deparou com a foto das duas saindo da cerimônia, casadas oficialmente, não se aguentou.  As duas vestidas de branco, os sorrisos dos convidados e a alegria estampada no rosto das mulheres merecia ser contada. Não por ser um casamento gay, ou qualquer que seja a classificação, mas por ser um casamento e ponto.

As duas se conheceram há quatro anos, aqui na Capital. A história envolve capítulos de namoro à distância e de prova de amor. Advogada, Bruna largou um cargo público federal em São Paulo, alcançado através de concurso, porque não aguentou de saudades.


“Voltei para casar. Eu disse, se eu voltar a gente casa?” Este foi o “pedido” de casamento. Nenhuma delas tinha o sonho de entrar na igreja, de véu e grinalda. Não “tinha”. Depois que o amor entrou em cena, mudaram-se os atos.

Bruna, a primeira noiva a entrar, foi levada pelo pai.
Nadja e o pai, que a conduziu até o altar.












“Primeiro a gente pensou só no papel, mas é um momento muito especial, você vai querer que marque, vamos querer mostrar as fotos para os nossos filhos”, descreve Nadja. Ao mesmo tempo, vinha o impasse de por que não realizar um casamento como manda o figurino?

“A gente sentiu que era quase uma missão social. O preconceito, ele começa dentro de você. Por quê casar só no cartório se as outras pessoas fazem o tradicional?, se perguntou Bruna.

Em seis meses elas planejaram a festa. O desejo inicial era casar no campo, em um local aberto. A escolha foi pela Estância Havaí. Os convites foram enviados para 300 convidados, destes só faltaram mesmo quem não pode vir por motivo extraordinário. No fim das contas, foram 297 sorrisos de felicidade na troca de alianças. “Vieram amigos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Espírito Santo e até da Guatemala”, enumera o casal.

A beleza de um casamento entre mulheres está, creio eu, nos vestidos brancos. Bruna e Nadja escolheram os modelos com o mesmo estilista, mas de surpresa uma para a outra. Elas só viram os trajes no grande dia. “A gente ia junto, mas não olhava. Uma entrava no provador, saía e a outra entrava”, contam.

Com duas noivas, os olhares têm de se dividir entre quem está no altar, à espera, e quem entra depois. Com a trilha sonora de Maria Bethânia e Marisa Monte, Bruna e Najda foram conduzidas pelos pais, por vontade própria, até o juiz de paz.

As alianças e as pulseiras que as duas usavam foram presentes da mãe de Nadja.
“Eles que fizeram questão”, frisam. Na foto, dá para a emoção nos olhos dos dois. Tanto o pai de Bruna, como o de Nadja, demonstravam o nervosismo e a responsabilidade de entregarem as filhas no altar. 
“Ele estava com sorriso de orelha a orelha, falando que a gente estava linda”, conta Nadja sobre a expressão do sogro.

As noivas se vestiram juntas. Antes da entrada, entrelaçaram as mãos. “Era um momento nosso, a gente se declarou e rezou antes de entrar”, narram.

A definição de quem ia esperar a outra no altar partiu de Bruna, como argumento para rebater comentários nem sempre generosos. A empresária explica que queria quebrar o conceito de quem insiste em pontuar quem é o “homem” da relação. “A Nadja ela é mais estilosa, prefere calças e sapatos, eu sou mais clássica, gosto de salto e maquiagem, quando definiu, eu fiz questão de entrar para esperar ela e mostrar que não existe isso. Somos duas noivas”, explica.

Pelo número de convidados, a cerimônia aconteceu no gramado em frente à capela. Foi realizada por um juiz de paz e pela tia da noiva Nadja, considerada pelo casal espiritualizada a ponto de falar para todos sobre amor e casamento.

“Foi muito emocionante, a gente não esperava que ia ficar, mas ficamos nervosas. Foi chegando perto, começou a ansiedade”, narra Nadja. “Foi, definitivamente, o dia mais feliz da minha vida”, completa Bruna.

A avó de Nadja, dona Nori, aos 89 anos, chama as duas num canto e faz questão de tirar foto mostrando o dedo, como quem dá o recado contra o preconceito.
O casamento foi todo tradicional, como de qualquer casal, exceto pela dança, deixada de lado. As noivas contam que até tentaram ensaiar uma coreografia como “a primeira valsa”, mas ouviram conselhos da professora de dança de que seria perda de dinheiro, visto que nenhuma das duas levava jeito.

As noivas não encontraram resistência nenhuma por parte dos profissionais e fornecedores que trabalharam para a festa acontecer, pelo contrário. “Mesmo os que tinham uma religião, se sentiram orgulhosos e muito gratos de participarem daquele momento”, concluem as duas.

Surpresos ficaram os pais das noivas, que não sabiam do nível de organização do casamento. Por não participar ativamente das decisões, eles estiveram como espectadores da felicidade das filhas. Outra surpresa, descreve Nadja, foi a presença maciça dos amigos dos pais. “Eles estavam com medo e todo mundo fez questão de ir, de estar lá”, comemora.

“Não teve nenhum parente que deixou de ir, nossos amigos disseram que foi muito importante, que quebramos barreiras de muitos casais, mudou, todo mundo se abriu. A aceitação foi incrível”, comentam. Uma das fotos exemplifica com perfeição a afirmação das noivas. A avó de Nadja, dona Nori, aos 89 anos, chama as duas num canto e faz questão de tirar foto mostrando o dedo, como quem dá o recado contra o preconceito. “Ela defende a gente”, explicam as duas.

Na pista de dança, famílias inteiras, gente de toda orientação sexual e jeito de viver. Reflexo do que Bruna e Nadja sempre pregaram. “A gente age com naturalidade. Você quer ser aceita, se você não se aceita? A gente fala: somos um casal, mas não ficamos levantando bandeira, é tudo muito natural” frisa Bruna. Em nenhum momento elas ‘venderam’ a ideia de casamento gay. “Era um casamento, tinha que ser feito, quebrou muitas barreiras”, resumem.

Na festa, o resultado do casamento entre duas noivas é a sorte duplicada na hora de pegar o buquê. Na fila, tinham homens e mulheres concorrendo, mas duas jovens que pegaram, uma amiga e a outra prima das noivas.

“Eu sempre imaginei uma festa discreta, pensava vai ficar gastando, que loucura, mas depois que a gente casa, vale à pena”, descreve Bruna. “Eu não sonhava com isso, foi incrível”, completa Nadja.
A lua de mel do casal foi na Europa, uma viagem de 20 dias entre Espanha, Itália e Inglaterra. No tour romântico, elas receberam a ligação do pai de Nadja, que precisava a todo custo dizer algo que talvez tenha ficado preso na garganta por anos. “A minha entrada com você, definitivamente, foi o dia mais feliz da minha vida”.

"Pode beijar a noiva". E assim foi o casamento delas, não gay, ou qualquer que seja a classificação, um casamento e ponto.
Notícia retirada do site Campo Grande News.

M.A.