Uma organização de apoio a lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais no Reino Unido revelou os planos de abrir a primeira
escola para alunos LGBT, em Manchester. Foi na cidade ao Norte de Londres que
uma jovem lésbica de 14 anos se suicidou recentemente, com medo de contar a
seus pais sua orientação sexual.
De acordo com os planos, divulgados pelo jornal The Guardian,
a escola atenderia a 40 alunos em tempo integral e a mais 20 em tempo parcial.
O custo estimado giraria em torno de R$ 200 mil.
Amelia Lee, diretora da instituição de caridade LGBT Youth
North West, explicou que a iniciativa pretende "salvar vidas":
Apesar das leis que pretendem proteger gays da
homofobia, a verdade é que, especialmente nas escolas, o bullying ainda é
incrivelmente comum e faz com que os jovens se sintam isolados e alienados,
levando muitas vezes até o pior caso cenários: o suicídio.
O projeto ganhou a permissão do Ministério das Comunidades e
da prefeitura de Manchester. Os planos ainda preveem que estudantes que se matricularem
em tempo parcial, de 20h semanais, terão a possibilidade de frequentarem
escolas tradicionais, se assim desejarem.
No entanto, de acordo com Amelia, os tempos atuais ainda são
difíceis para a inclusão de alunos LGBT em unidades convencionais:
Podemos ter a esperança de que toda escola será inclusiva, ou
também podemos reconhecer que não estamos lá ainda. E por isso, neste momento,
precisamos de escolas especializadas.
M.V
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