quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

As religiões e a homossexualidade

As religiões tem na história da humanidade um papel de grande influência, determinação cultural e de costumes, portanto ela esta tão arraigada no ser humano que pode delimitar seus pensamentos e ideologias. A busca pelo divino, a crença no sobrenatural e a procura pela plenitude faz com que muitos de nós nos apeguemos e creiamos nas mais diversas religiões.

Mas como todos sabemos, as religiões possuem uma hierarquia humana e por isso são passíveis de falhas. E em relação aos homossexuais as religiões podem não ser nem um pouco acolhedoras e mensageiras da paz.

Portanto nós homossexuais, fiéis as nossas crenças e frequentadores de templos religiosos, precisamos ter cautela ao assumir nossa condição sexual e se expor perante os grupos religiosos a que pertencemos ou mesmo a familiares convictos de seus dogmas religiosos. Assumir-se homossexual pode acarretar afastamento e até exclusão do ambiente religioso, por isso devemos ter ciência do que pensam as religiões e analisar se realmente vale a pena se assumir perante os lideres religiosos ou se ainda vale a pena continuar frequentando ambientes de discriminação.


Fizemos aqui um pequeno levantamento do que pensam as principais religiões cultuadas no Brasil sobre a homossexualidade. Infelizmente a esmagadora maioria ainda mantém uma visão conservadora e distorcida sobre a homossexualidade. Cabe a nós homossexuais nos posicionarmos perante essas afirmações assim como muitos grupos religiosos homossexuais tem se posicionado em todo o Brasil.

Budismo
Existem diversas escolas, e correntes no Budismo. Mas em sua maioria o Budismo preocupa-se mais em saber se uma ação é produtiva e baseada em boas intenções. Em termos genéricos todas as relações pessoais são consideradas um assunto privado e são corretas desde que promovam o bem estar das partes envolvidas. Toda a prática sexual que prejudique, manipule ou explore outros é absolutamente proibida, não fazendo nenhuma distinção entre relações homossexuais e heterossexuais.


Cultos Afros
Para as religiões “Afro” não existe a noção de pecado como nas outras religiões. A Umbanda e o Candomblé são tolerantes quanto a homossexualidade porque a considera como opções individuais e não compete às religiões condenar ou estigmatizar, mas tão somente orientar seus fiéis nos aspectos religiosos.

Espiritismo
O Espiritismo ensina que os espíritas devem sempre respeitar o comportamento da pessoas, procurando compreendê-las, quando suas atitudes não estão de acordo com aquilo que não é considerado normal; por isso não é contra os homossexuais, mas também não é a favor da homossexualidade. O Espiritismo não é contra o sexo, mas contra o abuso da a
tividade sexual.
Consideram a homossexualidade como um distúrbio de comportamento sexual intrínseco, marcado pela feminilidade ou masculinidade da alma, muitas vezes levada àquela condição, por força da educação, dos desequilíbrios emocionais e de influências diversas, inclusive daqueles que no passado (outras encarnações) abusaram das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas.

Hare Krishnas
Para os Hare Krishnas ser homossexual se deve ao ‘karma’ da pessoa, talvez ele tenha sido muito apegado a sua posição de homem ou mulher, e na outra vida veio com outro sexo, mas com as qualidades do sexo anterior.

Catolicismo
A Igreja Católica faz a distinção entre orientação homossexual, que considera moralmente neutra, e comportamento homossexual, que considera pecaminoso. Por outras palavras, pode ser-se homossexual, desde que não se "pratique". Desta forma, o homossexual, que sentisse essa sua 'orientação' teria de levar uma vida de total abstinência sexual.
Convirá aqui recordar que a esmagadora maioria dos homossexuais que tentaram levar esta vida de abstinência sexual, acabaram por exprimir as suas necessidades sexuais de forma auto destrutiva.


Evangélicos
Apesar da grande ramificação e diversidade doutrinária dos evangélicos trata-se de uma religião cristã e o seu posicionamento perante a homossexualidade varia de acordo com a corrente de pensamento dentro do protestantismo.
Mesmo já existindo, raras igrejas que aceitam o homossexual em sua condição a maioria dos evangélicos entendem que a homossexualidade não corresponde aos desejos de Deus para com a humanidade, rejeitam as uniões entre casais homossexuais e proíbem a ordenação de clérigos abertamente homossexuais. Consideram como regra geral que a homossexualidade é um distúrbio emocional, um problema psíquico e demoníaco.

Islamismo
De acordo com documentação produzida pela Al-Fatiha, existe um consenso entre os estudiosos do Islã de que todos os humanos são naturalmente heterossexuais. A homossexualidade é vista como um pecado e um desvio da norma sendo considerados contra a lei. Segundo os Hanafitas (Islâmicos do Sul e Leste da Ásia): não deve ser aplicado nenhum castigo físico aos homossexuais. Já para os Hanabalitas (mundo Árabe): deve ser aplicado um castigo físico severo.


Seicho-No-Ie
A Seicho-No-Ie considera o homossexual como manifestação anômala da sexualidade, não se identificando com o seu tipo físico. Portanto, não é a favor nem contra, mas sua postura é no sentido de as pessoas manifestarem a perfeição interior, que compreende também a expressão plena de características masculinas e femininas, conforme o sexo com que nasceram.

Judaísmo
Os judeus ortodoxos, entendem o comportamento homossexual como uma abominação proibida pela Torá (Leis e Mandamentos). Portanto, não é aceito porque é visto pelo Judaísmo como algo não natural. Não natural porque, segundo eles, a anatomia humana foi concebida visivelmente para uma relacionamento heterossexual.


F.L.

Via: http://www.armariox.com.br


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