Olá pessoal, hoje é o dia
Internacional do Orgulho LGBT! Tudo começou em 28 de junho 1969, em Nova York,
quando os homossexuais, cansados de apanhar da polícia, que toda noite invadia
seus espaços de lazer, reagiram e ganharam a batalha contra a prepotência
policial. Nos anos seguintes, os LGBT do mundo inteiro adotaram 28 de junho
como o “Dia do Orgulho Gay”, também chamado de Dia da Consciência Homossexual.
E nós do Gerando liberdade
preparamos uma matéria especial, citando cinco dos muito motivos pelos quais
devemos nos orgulhar da nossa sexualidade!
1. Não fomos
influenciados. Nós nascemos assim!
Sempre tentou-se
achar um motivo para a existência do homossexualismo, esse com certeza sempre
foi muito aceito. Sabe aquela história: carrinho é coisa de menino e boneca é
coisa de meninas? Isso não quer dizer nada. Não é porque uma menina brinca de
carrinho que vai ser lésbica, como um menino que brinca de carrinho não será
necessariamente hetero. Nada influencia a homossexualidade. Podemos negá-la mas
não mudá-la. Ninguém escolhe ser assim, podemos escolher seguir ou não o que
sentimos.
2. Provamos ao mundo
que não temos uma doença e não precisamos de cura
Em 1886, o
sexólogo Richard von Krafft-Ebing listou a homossexualidade e outros 200
estudos de casos de práticas sexuais em sua obra Psychopathia Sexualis.
Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma "inversão
congênita" que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo
indivíduo.
Em 1952, a
Associação Americana de Psiquiatria publicou, em seu primeiro Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, que a homossexualidade era uma
desordem, o que fez com que a opção sexual fosse estudada por cientista, que
acabaram falhando por diversas vezes ao tentarem comprovar que a
homossexualidade era, cientificamente, um distúrbio mental. Com a falta desta
comprovação, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a opção sexual da
lista de transtornos mentais em 1973.
Porém, a
Organização Mundial de Saúde incluiu o homossexualismo na classificação
internacional de doenças de 1977 (CID) como uma doença mental, mas, na revisão
da lista de doenças, em 1990, a opção sexual foi retirada. Por este motivo, o
dia 17 de maio ficou marcado como Dia Internacional contra a Homofobia.
3. Também fazemos
parte de conquistas para humanidade
Grandes nomes são
na humanidade também eram homossexuais:
Julio César (líder de Roma)
Leonardo da Vinci
(pintor)
Sócrates (filósofo
Alexandre o Grande
(imperador)
NiFlorence ghtingale
(fundadora da enfermagem moderna)
Michel Foucauld
(filósofo)
Radclyff Hall
(escritora)
Frieda Kahlo
(pintora)
Ellen de Generis
(atriz)
Jean Genet
(escritor e dramaturgo)
Sir John Gielgud
(ator)
Allen Ginsberg
(poeta)
Rock Hudson (ator)
Henry James
(escritor)
4. Podemos formar uma
família
Desde 2001,
dezesseis países: Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Inglaterra,
Islândia, Nova Zelândia, Noruega, País de Gales, Países Baixos, Portugal,
Espanha, África do Sul, Suécia e Uruguai aprovam o casamento de pessoas do
mesmo sexo, mas foi só Em 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal, na
ocasião do julgamento da ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) nº 4277 e
da ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) nº 132 reconheceu,
por unanimidade, a união estável entre pessoas do mesmo sexo no Brasil.
Embora a adoção para casais do mesmo sexo ainda ser bastante difícil, vem avançando muito nos últimos anos, se destacando na área jurídica, e evolui com diversas opiniões sobre esse assunto que gera tanta polêmica. Existem alguns casos onde juízes concederam a adoção para um ou outro indivíduo homossexual, porém o que gera tanta polêmica, é o aspecto da adoção por casais homossexuais. Esse tipo de adoção não depende apenas da aceitação passiva da sociedade, mas também impõe que o juiz ao deferir a adoção, reconheça com fundamentos jurídicos, que existem laços familiares nesses relacionamentos, e justamente nesse ponto há uma forte barreira de ordem legal. Apesar de ser uma luta grande na justiça, a adoção já é possível!
5. Não temos medo de
enfrentar o mundo para ser feliz
Sermos nós mesmos
pode ser uma tarefa árdua, sofremos preconceitos dia-a-dia, mas isso não nos
impede de ir em busca de nossa felicidade, sonhos ou objetivos. A nossa sexualidade
nos mostrou que não somos inferiores ou doentes e não temos medo enfrentar tudo o que está
contra: sociedade, família, Igreja... tudo isso por um motivo simples: ser feliz!

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